O título deste blog, "Flor do Lácio", faz referência a uma antiga região da Itália (Lácio), onde se falava o Latim. Havia duas formas desse idioma: o Latim vulgar, falado pelos soldados e pessoas comuns e o Latim clássico utilizado pela classe social dominante.
À medida que os romanos conquistavam novos terras iam impondo sua língua e costumes aos povos dominados. A esse fenômeno chamamos "romanização". Fenômeno semelhante justifica porque nós, brasileiros, falamos o português.
Com o tempo, os falares dos romanos (Latim) foram misturando-se aos falares dos povos conquistados, desenvolvendo, a partir daí, as chamadas línguas neolatinas, dentre as quais o português foi a última derivada.
"Flor do Lácio", portanto, é uma expressão usada para designar a Lingua Portuguesa. É, também, o título de um poema (soneto) de Olavo Bilac, reproduzido abaixo, que retrata o "esplendor" e a "sepultura" de nossa língua portuguesa, uma referência ao dinamismo do uso da língua, na apropriação social e cultural.
O primeiro verso do referido soneto faz alusão ao fato de nossa língua ser a "última" derivada do Latim, dentre as línguas neolatinas.
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Curtam o vídeo abaixo e descubram como nossa língua pode ser "...inculta e bela" http://www.youtube.com/watch?v=9rIis1uqZ-E

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