domingo, 16 de fevereiro de 2014

"...e a conclusão ??? Como faço, professora ?!!!!! "





Calma, pessoal! Sei que muitos de vocês já fizeram essa pergunta. Então, lá vão as dicas que orientam esse momento tão importante da pesquisa, onde termina a busca e reflexão sobre as informações colhidas e você se torna o comentarista.

Trata-se do seu espaço particular para opinar, argumentar e até mesmo sugerir novas propostas à antigas questões

Notaram que eu disse "comentaristas"? É isso mesmo! Comentar, com as palavras de vocês, sobre a questão que está sendo pesquisada.

A esse gênero textual chamamos dissertação, aquela das provas oficias como Enem e vestibulares, portanto éimprescindível ter uma opinião formada a respeito do assunto pesquisado.

A linguagem adotada nesse gênero assume um aspecto "coletivo", ou seja, não usamos a primeira pessoa (eu), nem expressões de "achismos" como "eu acho" ou "eu penso". Para ter sucesso na linguagem dissertativa vocês devem se sentir como autores que representam um grupo que pensa da mesma maneira, tem os mesmos desejos e defendem a mesma opinião.

Assim, usem expressões que afirmem ou neguem suas ideias para iniciar os parágrafos, como "É indiscutível..." ou "Considera-se inegável...", onde os sujeitos não aparecem ou estão indeterminados.

Entretanto, se precisarem declarar os sujeitos façam sempre numa forma plural, para reforçar a ideia de coletividade: "Nós acreditamos veemente...." A esse recurso chamamos "plural de modéstia. Mas cuidado: ao dizer que algo é indiscutível ou inegável você precisa ter certeza da informação que vai dar, para não ser incoerente.

 Em resumo, a conclusão é um texto dissertativo, onde declara-se a opinião dos participantes da pesquisa, não só quanto ao tema, mas também sobre as impressões obtidas na execução da mesma e o que aprenderam com ela. Falaremos mais sobre os textos dissertativos nas aulas de produção de textos.

Outra dúvida muito comum reside em como anotar as referências bibliográficas. 
Abaixo, a forma correta para ser utilizadas nos trabalhos de pesquisa:
  •  quando se tratar de livros, teses, folhetos, dicionário, guia, manual e      almanaque: 
Livro todo
 BARCELOS, G. F. Revisão da história Romana. 2. ed. São Paulo, 1976. 70 p 

Parte de livro: ARAÚJO, L. A. Manual de metalurgia.São Paulo: Arte e Ciência, 1976. p. 169-226.
  • quando se tratar de um documento de origem eletrônica: 
FERRARA, N. F. Ciência, Ética e Solidariedade. São Paulo: USP, 1998. Disponível em:<http://www.cetrans.futuro,usp.br/textos.htm>. Acesso em: 7 abr. 2011.















Nenhum comentário:

Postar um comentário